terça-feira, 24 de julho de 2012



A HONRA E O DESERTO

“E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam”
(Marcos 1.12-13) 
                Sempre fico maravilhado com a sabedoria que Deus tem concedido ao Bispo Calegari (Bispo da II região).
            Em nosso retiro anual de Pastores e Esposas 2012, com o tema: “QUEM SOMOS E ONDE QUEREMOS CHEGAR”  fomos agraciados com a presença de praticamente todos os bispos  Metodistas Wesleyanos, onde tivemos a oportunidade de ouvir o Bispo Calegari  discorrer sobre o tema “ A HONRA E O DESERTO.”
            De acordo com o Sr. Bispo, durante 44 anos de ministério tem lidado tanto com a honra, quanto com o deserto e tem tirado lições importantes para a sua vida, passando pelos mais variados tipos de desertos e honrarias.
            No entanto o mesmo admite que foi alvo de honras terrenas, muito além dos méritos que porventura tenha adquirido.
            Ao comparar a honra e o deserto de acordo com ele é mais fácil lidar com a honra, apesar de ser extremamente complexo, pois ao lidarmos com a honra de modo equivocado, ela torna-se mais perigosa do que qualquer deserto com todas as suas implicações.
            Apesar de todas as experiências profundas durante estes 44 anos de ministério, ele tem plena convicção que as mais relevantes experiências não vieram das honrarias recebidas, mas sim das areias dos desertos.
            Foi um aprendizado onde ele aprendeu a reconhecer e valorizar a importância do deserto em sua vida.
            Sempre amadurecendo ao percorrer todo o deserto, pois é no mesmo que somos trabalhados e aprovados por Deus.
                Nestes 45 anos de existência da Igreja Metodista Wesleyana, foi o obreiro que mais vezes transferiram, para os mais diversos tipos de lugares, na sua maioria desertos que foram percorridos com dor e lágrimas, até que viessem a florescer e frutificar.

DE NOVA NÃO TEM NADA



A “NOVA” TENDÊNCIA

Muitos cristãos hoje em dia não sabem que se tornaram heréticos por estar seguindo os pecados de Jeroboão. Se eles soubessem, eles voltariam atrás e com toda certeza entenderiam o que o amor de Deus e a salvação dada por Ele é conseguida tendo fé na sua Palavra, que liberta os homens de si mesmos e do mundo.
A história do Cristianismo no mundo inteiro certamente mudaria então. Livres e desempedidos. Mas, infelizmente, todos os cristãos deste mundo agora ainda continuam seguindo os pecados de Jeroboão.
Qual é a base para se afirmar que os cristãos no mundo hoje estão seguindo os pecados de Jeroboão? A base que eu uso para afirmar isso é, antes de tudo, o fato de eles hoje crerem e adorarem o bezerro de ouro como se fosse seu deus, ao invés de adorarem o verdadeiro Deus, assim como Jeroboão creu no bezerro de ouro em lugar de Deus no Antigo Testamento. Para ser bem sincero, o Cristianismo hoje está seguindo os passos de Jeroboão ao invés de se afastar do pecado cometido por ele no Antigo Testamento. Eles só estão buscando as bênçãos materiais deste mundo usando o nome de Jesus Cristo. Os líderes cristãos de hoje só querem enriquecer construindo igrejas cada vez maiores usando seus membros.
Na região do Oriente Médio antigo, as pessoas adoravam Baal e Astarote. Naquela época, pelo fato de seus meios de sobrevivência serem a agricultura e a criação de gado, eles precisavam de muito vigor para trabalhar. Por isso, a fertilidade era considerada uma bênção na família. Sendo assim, eles criaram e adoraram Astarote, a deusa da fertilidade, e Baal, seguindo sua própria ganância. O mesmo acontece com os cristãos hoje. Na verdade, eles dizem que crêem em Deus porque tudo que querem é seu bem-estar humano. Como resultado, os líderes cristãos de hoje estão levando os membros de suas igrejas a adorar o bezerro de ouro. Eles ensinam seus membros a crer em Jesus porque assim receberão bênçãos materiais de modo mais fácil em sua busca por poder, glória e bem-estar como filhos de Deus. Ao dar mais importância às bênçãos materiais do que ao bem-estar do seu espírito (alma), eles acabam levando os cristãos a adorar o bezerro de ouro.
Os cristãos de hoje caíram num vazio, numa escuridão, num caos espiritual. Muitos líderes cristãos estão assim, e o pior é que eles nem percebem que sua atual condição espiritual está mergulhada num vazio, numa escuridão, num caos. É por isso que a história do Cristianismo continua seguindo o caminho da adoração ao bezerro de ouro ao invés da adoração a Deus. Isso só pode ser descrito realmente como uma grande tragédia. Os cristãos de hoje não conhecem a Verdade do evangelho que liberta e que nos justifica perante a Ele. E é por isso que eles continuam crendo nas doutrinas do Cristianismo, e não no evangelho que liberta e justifica. Por essa razão, a verdade é que, apesar de afirmarem que têm fé em Jesus, eles continuam crendo e seguindo o bezerro de ouro.
Nós temos que discernir quem são aqueles que adoram o bezerro de ouro dentro do Cristianismo. E ao voltarmos à presença do Deus da Verdade, nós temos que oferecer a Ele sacrifício de justiça. O sacrifício que Deus recebe com alegria é o sacrifício de justiça que as pessoas oferecem pela fé, após receberem a remissão de pecados tendo fé no evangelho da justiça de Deus. Nós temos que nos colocar diante de Deus, refletir seriamente sobre isso e ver se estamos oferecendo ou não sacrifício de justiça a Ele pela fé que temos na sua palavra. Todos os cristãos que estão vivendo neste mundo decaído agora têm que colocar sua cabeça no lugar e começar a crer na Verdade da justificação que temos em nosso amado Jesus. Temos que nos perguntar mais uma vez: “Será que eu não estou adorando ao bezerro de ouro no lugar de Deus? Será que eu não estou amando mais os bens materiais do que a Deus?” E se sua resposta for sim, então temos que nos voltar para o Deus que é santo, perfeito e justo. Mas se por acaso restar dúvidas mesmo depois de ler este artigo, é momento de reflexão e de enfrentamento. Agora, eu afirmo que os cristãos do mundo inteiro que adoram o bezerro de ouro são os verdadeiros heréticos para Deus.
Você também não esta adorando ao bezerro de ouro agora? Se estiver, eu espero que você volte atrás. Pois o mundo passa e todos os seus desejos também, mas só permanecerá aquele que faz a vontade de Deus, mesmo porque a nossa pátria não é aqui, nós somos do céu, somos de cima e não de baixo, o que é de baixo permanecerá aqui em baixo. O que é da terra é terreno, animal e...

23/07/2012

O Conceito de Discipulado de John Wesley


A igreja não muda o mundo quando gera convertidos, mas quando gera discípulos.
John Wesley
Acerca da necessidade do discipulado, ele escreveu em seu diário em 13/03/1743:
“Pelas terríveis condições que testemunhei aqui (e deveras em todas as partes da Inglaterra), estou cada vez mais convencido de que o diabo não deseja outra coisa senão isto: que o povo em qualquer parte seja meio acordado1, e depois deixado para cair no sono novamente. Portanto, estou resolvido, pela graça de Deus, a não iniciar o trabalho em qualquer lugar sem a probabilidade de conservá-lo”.
John Wesley era defensor do discipulado radical e era extremamente preocupado com a fé do novo convertido.

Sociedades
“Grupo de homens reunidos que buscam o poder da piedade, unidos para orarem juntos,receberem uma palavra de exortação e cuidado um do outro em amor, para que possam ajudar uns aos outros a desenvolver a sua salvação”.
* As sociedades não substituíam a igreja local;
* Membros de uma sociedade metodista poderiam ser expulsos se deixassem de freqüentar assiduamente a sua igreja local.

O que Wesley exigia das pessoas que desejassem freqüentar uma sociedade metodista?
“...um desejo de fugir da ira vindoura e ser salvo de seus pecados”.
O objetivo principal de Wesley era SANTIDADE. Daí darmos ênfase na doutrina da Inteira Santificação e defendê-la como bandeira da nossa denominação, Metodista Livre. Portanto, a grande motivação de Wesley era tornar as pessoas discípulos de Cristo e desejosos por uma vida de santidade. Com esse objetivo de santidade, Wesley acrescentou a essas sociedades três tipos de grupos pequenos: 1) classes; 2) grupos;
 3) sociedades seletas.

1) Classes
* Grupo básico;
* Maneira de reabilitar novos convertidos dos hábitos de pecado formados durante a vida;
* Composto de 12 a 20 membros;
* Sob a direção de um líder leigo;
* Encontros semanais à noite, para ter flexibilidade nos horários dos trabalhadores;
* Propósito:
- Confissão mútua de pecados e prestação de contas;
- Visando crescimento e santidade
* Repartiam-se ingressos para participar da “Festa do Amor” (ceias) e para a reunião
seguinte;
Meio acordado: John Wesley classificava as pessoas que ouviam a mensagem e se interessavam por ela com esta expressão. Deixá-las cair no sono significava não dá-las o respaldo necessário para manterem-se despertas para o evangelho. Daí, sua ênfase em discipular.
* Membros que demonstravam repetidas fraquezas não recebiam os ingressos, porém,
demonstrando o arrependimento voltavam a participar das reuniões.
* Transgressores crônicos recebiam uma disciplina ainda mais severa, até mesmo a
expulsão.
2) Grupos
* Composto de 5 a 10 membros;
* Dividido por sexo;
* Propósito:
- Cuidado pastoral;
- Prestação de contas. Os grupos eram mais rígidos na prestação de contas
* Continham 6 regras:
1. Fazer encontros semanais;
2. Ser pontual;
3. Começar com louvor e oração;
4. Falar um de cada vez, em ordem, livre e diretamente o verdadeiro estado de nossa alma e com falhas que cometemos em pensamentos, palavras ou ações, e as tentações que sentimos desde o último encontro;
5. Terminar os encontros orando individualmente pelos membros;
6. Uma pessoa fala do seu estado primeiro e as outras fazem perguntas inquiridoras sobre tentações e pecados a esta mesma pessoa.
3) Sociedades seletas
* Eram grupos mais especializados. Maternidade de líderes futuros;
* Regras:
- Manter extrema confidencialidade;
- Ter absoluta submissão ao líder em todas as coisas;
- Vida comunitária intensa com contribuição de dinheiros que sobravam dos seus ordenados.
Howard Snyder estima que por volta de 1800, os metodistas tinham mais de 100.000
membros e 10.000 líderes, daí a necessidade de líderes leigos. Estes pregavam, ensinavam, aconselhavam e tinham muita força de vontade, apesar de pouco conhecimento teológico. O foco era SANTIDADE. 
Pr. Rodrigo R Lima